O plano
Era simples. Pegar o ônibus das 6h20. Para isso, era preciso acordar às 5h, tomar um café rápido e sair às 5h45. Para isso, era preciso ter ido dormir às 22h, para descansar o suficiente e escutar o despertador. Para isso, era preciso ter jantado às 20h e já estar com todas as malas fechadas e conferidas desde as 18h para tomar um banho relaxante às 19h. Para isso, era preciso ter começado a separar as roupas, sapatos, itens de higiene pessoal, livros e tudo o mais uns dois dias antes. Para isso, era preciso ter concluído todos os compromissos até quatro dias antes da viagem passar esses dias totalmente concentrada nos preparativos: imprimir os vouchers de passagem, a agenda de compromissos, as zines e os cartões de visita, selecionar os poemas dos saraus, preparar anotações para a mesa de poesia, listar os livros que pretendo comprar e pegar autografados, ler livros em preparação para algumas mesas, conferir a previsão do tempo e planejar as roupas da mala de acordo, comprar um mochilão para acomodar tudo. Lembrar de colocar na mala as galochas e a capa de chuva, e sobretudo, um gorro para aquecer as orelhas nas noites frias.
Nada disso aconteceu conforme o plano: em vez de passar o fim de semana arrumando as malas e comprando os itens faltantes, fui ao museu e à praia; em vez de dormir cedo, trabalhei até a uma da manhã na véspera da viagem para garantir um dinheiro extra, e em vez de pegar o ônibus das 6h20 saindo de Niterói, comprado com um mês de antecedência, viajei no ônibus de 8h40 saindo do Rio e fiz as leituras de preparação e montei a agenda de eventos dentro do ônibus, ao longo dos intermináveis “Pare e siga” da estrada.
Esqueci as galochas, a capa de chuva e o gorro; trouxe apenas um cachecol e um casaco de frio e muitas blusinhas e meias-calças, nenhum short ou biquíni para o calor repentino, só uns vestidos de alcinha. Trouxe livros e as zines que já tinha; não imprimi nada novo. Não enviei a newsletter com dicas da Flip.
Mas o importante é que eu vim.
O plano pode ter saído do controle, mas eu não saí de mim.
Me encontre em Paraty
Chegou aquela época do ano e mais uma vez estarei flanando pelas ruas de Paraty (mais provavelmente correndo de um lugar pro outro). Se estiver por lá, anota aí onde e quando poderá me encontrar.
Quinta-feira, 23/07
13h-16h Estande do Coletivo Escreviventes
Momento de bater ponto vendendo meus livros e os das colegas de coletivo!
17h Sarau do Coletivo Escreviventes
Vou apresentar o sarau junto com as queridas Renata Ettinger e Thaís Campolina
Onde: Casa Tyiwaras Tikunas + Neomarginais + Capitolinas (Rua do Comércio, 31)
Sexta-feira, 24/07
14h Sarau no Cais
Onde: Maré Alta Café
15h Sessão de autógrafos do Amor Recreativo na Casa Gueto
17h Sarau de lançamento da antologia América Latina: território de poesia
Onde: Casa Gueto (Rua Benedito Telmo Coupé, 277 – Antiga Rua Fresca)
17h30 Sarau de lançamento da Revista Lira #14
Onde: Praça do Chafariz, Centro de Informações Turísticas Maria Della Costa
Sábado, 25/07
10h Mesa “Poesia tempo: reinventar-se”
Onde: Casa Pagã + Clube de ficcionistas (Rua Dona Geralda, 76)
Onde encontrar meus livros
Estarei espalhada por todo lugar!
Casa Tyiwaras Tikunas + Neomarginais + Capitolinas
Estande do Coletivo Escreviventes
Para comprar direto com a autora e pegar autógrafo:
Amor Recreativo, meu livro de poemas totalmente dedicado ao amor
O livro das pedras, meu terceiro livro de poemas sobre a arte de penar pela poesia.
Na Casa Gueto
Estande da Arpillera
Palavráguas, coletânea de textos aquáticos lançada na Bienal do Livro do Rio no ano passado e que conta com dois poemas meus: “Mãe d’água I” e “Mãe d’água II”
América Latina: território de poesia, coletânea do Prêmio Arpillera de Poesia 2026, com um poema meu finalista
Estande da Revista Lira
Revista Lira nº 5 “Poesia em primavera”: fiz a matéria de capa da edição de dezembro de 2023 com meu diário de viagem contando a experiência de ser uma autora independente lançando um livro de poesia na Flip;
Revista Lira nº 9 “Versos para o infinito”: um poema sobre o fim do mundo;
Revista Lira nº 13 “Você deu em pagamento o meu país”: entrevistei o tradutor e poeta Alexandre Chareti, que traduziu a poesia do autor palestino em diáspora Ghayatt Almadhoun;
Revista Lira nº 14 “Chamada de originais”: um poema inédito;
Fruteira: minha primeira plaquete autopublicada com 5 poemas inspirados em frutas e páginas para colorir;
Pranto: zine em formato punk que reinterpreta a história d’A Pequena Sereia do Hans Christian Andersen
Estande da Patuá
Amor Recreativo
Estande da Primata
Repara a bagunça, plaquete coletiva de poemas das curadoras da Casa das Poetas, nosso clube de leitura de poesia
Casa Pagã + Clube de ficcionistas
Estande da Aboio/Cachalote
O livro das pedras
Endereços
Casa Gueto
Rua Benedito Telmo Coupé, 277 – Antiga Rua Fresca
Casa Pagã + Clube de ficcionistas
Rua Dona Geralda, 76
Casa Tyiwaras Tikunas + Neomarginais + Capitolinas
Rua do Comércio, 31
E me acompanhe no Instagram @leialuizaleiteferreira para saber todos os meus passos!
Outras dicas de Flip
P.s.: não perdi essa viagem, mas tive uma que perdi e virou poema.





Espera, as pessoas realmente levam galochas a Paraty?
Você foi e ainda escreveu essa newsletter maravilhosa! Boa FLIP!!!